Os museus e os locais arqueológicos do Egipto reabriram as portas aos visitantes ontem (20 de Fevereiro), depois de três semanas fechados em consequência dos protestos iniciados no dia 25 de janeiro, que resultaram na deposição do presidente Hosni Mubarak.
O ministro de Estado egípcio para Assuntos de Antiguidades, Zahi Hawas, que há pouco tempo esteve em Portugal, assegurou que a polícia de turismo voltou a vigiar os locais arqueológicos. Tanto o Exército como a polícia deslocaram hoje efectivos para o Museu Egípcio, do qual desapareceram oito peças e outras tantas sofreram danos na sequência de actos de pilhagem ocorridos durante as manifestações.
Os primeiros grupos de turistas a visitar o Egito depois da abertura dos lugares arqueológicos provêm da Holanda, Alemanha, Itália e Japão. As cidades arqueológicas de Luxor e Assuão, no Sul, e a costa do Mar Vermelho, no Este, são os principias centros de atracção turística do Egipto, juntamente com o Museu Egípcio e as pirâmides de Gizé, no Cairo.
O turismo é um dos pilares da economia egípcia e gera, actualmente lucros de US$ 11 milhões. O ministro egípcio das Finanças, Samir Radwan, informou recentemente que o sector perdeu 1,2 milhões de turistas que tiveram que abandonar o país no início das manifestações no Cairo.
Fonte: Diário de Pernambuco

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